Um pouco de São Paulo, um pouco de Brasil

Pela primeira vez em anos, acordei cedo no domingo de manhã. Pelo único e interessante motivo de fazer um passeio pelo centro de São Paulo guiado pela dona Neuza, uma senhora super simpática de 79 anos. Nos encontramos no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde ela começou a contar a história dos principais prédios e monumentos do centro, conectando-os a sua própria história de vida.

Depois de alguns passos, acordei para uma cidade que eu ainda não conhecia, mesmo morando aqui há quatro anos. Entre causos incríveis e badaladas de sinos, acabamos fazendo uma pequena parada na Padaria Santa Tereza. De origem lusitana, é considerada uma das padarias mais antigas do Brasil, fundada em 1872. Antes, ficava na Santa Tereza, uma rua que desapareceu com a remodelação da Praça da Sé, o que fez com que se mudasse para a rua João Mendes, 150, nas costas da igreja. Em 2006, foi inaugurado o segundo piso, onde tem um charmoso restaurante no estilo “São Paulo antiga”, digamos assim, com assoalho de tábuas da velha guarda e fotos lindíssimas que contam um pouco da história da cidade (o elevador é uma atração a parte).
Por ser uma parada relâmpago, acabei me detendo a um quindim acompanhado do bom e velho espresso, pra dar um gás no restante da caminhada. Nada surpreendente, mas honesto a ponto de me encher de vontade de voltar.
O restaurante me parece ser um bom motivo para reunir os amigos e viver um pouco da história de uma cidade muito mais fascinante do que a maioria das pessoas poderia imaginar. Vai lá, mas não deixe de aproveitar um domingo ensolarado para tirar o mofo e dar uma boa caminhada.
Obrigado, dona Neuza!
Em tempo: jamais teria passado por essa experiência incrível se não fosse o convite insubstituível do Celo e da Lu.

Café do IED mandando bem

Tive uma reunião com o pessoal que se formou no Master lá do IED, naquelas de ver o que faremos para a entrega dos certificados. Mais ou menos como reunião de condomínio, não apareceu sequer meia dúzia.

Aproveitamos pra começar o papo no balcão do café do IED, que tem um cardápio bem interessante com sanduíches criativos e bem preparados que levam desde combinações de pimentões com carne a molho pesto com peito de peru. Pedi um café com leite, um suco de laranja e uma novidade do cardápio: sanduíche de rúcula com abobrinha tostada em conserva em um molho a base de azeite servido em pão francês super macio. Uma delícia! Enfim, um jantar regado a papo bom e belas risadas. Pena não ser um café aberto ao público, porque recomendaria muito uma passadinha pra filar o novo sanduíche.
Aproveitei e paguei uma “pendura” que tinha deixado em aberto há meses. O dono do café teve um jeito todo delicado pra me dizer que havia algo a ser acertado: “Douglas, querido, tu tem um crédito aqui com a gente” – Que beleza, disse eu – depois de remexer muitos papéis, ele me olha nos olhos e diz “não é crédito, é débito, me enganei”. Achei ótimo, por
que tive a chance de pagar algo que talvez eu nunca lembrasse de acertar. Deus nos coloca em algumas situações pra que alcancemos sonhos e paguemos dívidas.
Ainda terminei a noite visitando uma baita amiga querida que mora no prédio ao lado do IED. Acabei dando uns ponta-pés na saudade e ganhando um belo presente de aniversário atrasado. Noite divertida, no mínimo!

Dêem uma olhada no saleiro, pimenteiro e porta-palito que ganhei. Meio Dalí, meio Karim Rashid. Surreais.