Viva, a porcaria.

Estou com a casa cheia de amigos. Muita risada, papo bom, ponta-pés na bunda da saudade… A comida acaba sendo um evento também. Nos almoços, nos reunimos em restaurantes pra otimizar a vida de quem trabalha. No jantar, acabamos cozinhando ou buscando alguma coisa pra rechear nossas noites. Sempre é bom. Numa dessas aventuras de encontrar um lugar pra comer, acabamos indo até o shopping Vila Olímpia, que tem uma praça de alimentação mais agradável e oferece algumas opções. Devido a horrorosa quantidade de gente, acabamos pegando nossas refeições o mais perto possível da mesa que conseguimos em um canto da praça. O Rike, o Ricar e eu optamos pelo Viva (sem sucesso) e a Tati encarou sozinha o Gendai (com sucesso). Assista o vídeo abaixo e entenda o que vem a ser propaganda enganosa e falta de senso do ridículo.

Viva foi a pior experiência gastronômica do ano. Sorte deles que o ano recém começou. Dá pra melhorar o ranking fácil, porque tudo lá é ruim. Também seria de bom tom manter a mínima coerência entre o que se promete e o que se entrega. De bom tom, não.  É o mínimo.

Hospitais despreparados

Há algumas semanas, meu pai foi submetido a uma cirurgia de próstata. Em função disso, minha família acabou se revezando no hospital para ficar junto com meu pai. Na noite em que o acompanhei, pude ter noção do despreparo dos hospitais no tratamento dos doentes e dos acompanhantes. O mito da comida horrorosa não é mito. Posso não ser um especialista em nutrição, mas sei o que faz e o que não faz bem pra saúde.
Um ponto crítico é o fato de que existe um “especismo” dentro das crenças nos hospitais. Eles respeitam questões como o não aceite de doação de sangue exigido por determinadas religiões, mas não conseguem respeitar dietas específicas, como o vegetarianismo ou o veganismo. Qualquer pessoa enferma adepta a esse tipo de dieta, é obrigada a ferir suas convicções em função da falta de sensibilidade dos hospitais.
Se o estado de espírito é fator fundamental para a recuperação de uma pessoa, porque servir comidas mal preparadas, insossas e que desrespeitam as ideologias de quem se encontra em um estado fragilizado? Em dois dias no hospital da Unimed, eu consegui me alimentar de arroz, alface, rodelas de tomate, beterraba ralada e pão. Tudo temperado apenas com sal, que eu mesmo coloquei.
O acompanhante, num hospital particular, tem direito a café da manhã, almoço e jantar, no entanto, é obrigado a se adequar a falta de opções e à ausência incontestável de alma na comida. Meu pai, no pós operatório, foi servido com bife ao molho de tomate enlatado. Tão mal preparado que ele, que gosta muito de carne, não conseguiu comer. “Isso é lixo”, disse ele. E posso afirmar com segurança, que viemos de uma criação simples e sem “frescuras” na hora de comer. Porém, pobreza nunca significou falta de capricho e sensibilidade no preparo dos alimentos.
Fiquei pensativo, imaginando como deveria ser a realidade dos hospitais públicos. Se no hospital da Unimed – o qual não pagamos pouco pra conseguir realizar a cirurgia do meu pai -, acontece esse tipo de coisa, imaginem em lugares onde as pessoas são enfileiradas em macas pelos corredores. Já está mais do que na hora de pensarmos menos em lei Cidade Limpa, lei Anti-Fumo e começar a pensar em questões básicas, como saúde, alimentação, educação. Pois sem isso, não existe nação preparada para tratar a vida com o respeito que ela merece.

Sem comentários

Minha gente, esse assunto sempre foi uma perturbação na minha vida. Até que enfim, algum ser dotado de paciência e perseverança fotografou uma série de produtos e suas respectivas embalagens e fez esse comparativo maravilhoso em registro ao horror gastronômico configurado por essas potências do “bom gosto”. Olhem o excremento culinário e se identifiquem com a frustração de cada embalagem de comida industrializada que você já abriu na vida.






Miséria de paladar e photoshop enganando a boca do povo!

Bella Paulista, bela porcaria.

A Bella Paulista sempre foi um lugar que freqüentei bêbado madrugada a dentro. Aquela coisa de sair alto de algum lugar e ir encher a barriga pra evitar um desastre no final da noite. Isso me fez achar que lá era descolado, interessante e super apropriado pra se fazer uma boquinha fora de hora. Balela!

Ontem à noite, saí faminto do cinema com uma amiga – assistir Mama Mia já foi uma experiência memorável no shopping Paulista, lugar onde pretendo pisar só quando me transformar num travesti vietnamita. Ou seja… O cinema não aceita cartão, o que me rendeu uma logística desgraçada, o filme deu pau no final e ficamos muito tempo esperando alguém aparecer pra consertar aquele fiasco. Ao se despedir do musical do Abba (um filme que ainda estou tentando formar uma opinião decente a respeito), fomos tentar achar um lugar que servisse lanches rápidos, porque já era tarde e a economia prometia grandes aventuras logo pela manhã. 
Acabamos passando em frente à Bella Paulista e me pareceu uma boa idéia parar lá pra comer. Sentamos e pedimos nossa comida. Didi encarou um hamburger dos mais furiosos que vi nos últimos tempos e, eu, um omelete mais “conceitual”, à base de shitake, alho-poró e ricota com curry. Posso dizer que recebi uma porção monstruosa do omelete mais feio e sem sabor que já comi na minha vida. Uma gororoba desengonçada, do tamanho de uma bolsa de água quente, com a pior decoração que um prato pode ter: uma enorme folha de alface crespa sendo a cama do anti-Cristo, acompanhada de rodelas de tomate cortadas de maneira bem pouco criteriosa. 
Me esforcei pra comer metade daquele grude e decidi não me torturar com aquele bolo de incompetência culinária, o que me incomoda ainda mais, considerando que sou totalmente contra jogar comida fora.
Pra piorar a situação, fomos atendidos pelas mulheres mais amargas e de má vontade que já pisaram nos arredores da Paulista. Elas retrataram a infelicidade de maneira fiel. Saímos de lá com a pior impressão possível, agravando-se pelo fato de não estarmos bêbados, o que acaba reduzindo drasticamente a tolerância do ser-humano.
A experiência foi totalmente questionável, me fazendo acreditar que lugares “badalados” e 24 horas acabam sendo um grande risco pra qualquer pessoa que faça o cálculo do custo x benefício.
A Bella Paulista fica na Haddock Lobo, 354. Você se arrisca? Eu, não mais.

De boas intenções o inferno está cheio

Há muito tempo vínhamos reclamando da falta de bons restaurantes em Chapecó, SC. Cidade onde tenho uma das unidades da minha agência de propaganda. Seguido, viajamos eu e meu sócio Sávio para trabalhar na cidade e sempre encontramos dificuldades, no que se diz respeito a gastronomia.

Enfim, na terça-feira da outra semana, decidimos experimentar um novo lugar que prometia ser uma revolução no cardápio de restaurantes de Chapecó. Furada! O ambiente é agradável e é perceptível o investimento feito, o clima dourado e aconchegante te enche de esperança numa terra onde não existem bons restaurantes, o atendimento, ainda que atrapalhado, é bem feito. Mas, o grande problema é que o principal de um bom restaurante não foi contemplado: a boa comida. Começou mal, pois o lugar se propõe a fazer rodízio de massas, uma desgraça pra quem tenta manter a qualidade da comida.
Fomos recebidos com entradinhas teoricamente interessantes: brusquetas de tomate e queijo. Na verdade eram torradinhas com uma pasta seca horrorosa e mal preparada, nem a estética nem o gosto conseguiram me convencer. Em seguida, sopa no pão italiano. Mais uma vez, economia nos ingredientes e cretinice na preparação. Nos foi servido um capeletti seco dentro de um pão tipo italiano que deixou a sopa com aspecto barato e sem graça. Em seguida, salada de radicci com bacon e fatias de tomates verdes do tamanho de um CD. Um horror. Na seqüência, as massas. Todas mal executadas e preparadas com molhos prontos (polpa de tomate daquelas que se compra apenas por questão de economia). Se tratando de comida, a experiência foi pra lá de ruim e decepcionou a todos que esperavam uma luz no fim do túnel, se tratando do cenário minguado de restaurantes que a cidade tem. Sem falar nos guardanapos baratos que pareciam papel higiênico daqueles antigos dobrado ao lado do prato. Mau gosto, gente, mau gosto!
Pessoal do Cantina Grill (esse é o nome do lugar), por favor, invistam em um bom chef e reavaliem a questão do rodízio, apostando em ingredientes de melhor qualidade. Existe um público sedento por isso em Chapecó e vocês podem fazer a diferença.
Torço pela mudança!

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Comida de merda

Saí da academia lá pelas 13h15, tomei um banho de chuva e decidi comer num lugar mais rápido e com menos executivos. Tinha uma reunião às 14h30 e tudo que eu precisava era de um pouco de praticidade e menos desconforto por estar todo molhado da chuva. Nessa, acabei apostando no restaurante vegetariano Vila Manjerona, que eu já havia ido umas duas vezes. Minha gente, não sei se foi um dia ruim ou se o cozinheiro foi substituído por qualquer outra pessoa que tenho medo até de imaginar. 

Uma comida chocha, com pouca variedade e com ingredientes de qualidade duvidosa: brócolis murchos e sem cor cozidos no vapor com cenouras do mesmo naipe, carregados de temperos desidratados. Um mau gosto, gente amiga, que assustou. A potreína de soja era uma esponja insôsa de dar dó, uma moranga cheia de uma gosma amarelada que parecia creme de milho com depaços de coisas indecifráveis no meio, não tive coragem de provar. De resto, saladas com folhas horríveis, cebolas cobertas de tomilho desidratado, ruim só de ver, sopa de feijão ralinha, sem sabor, o arroz integral dava pra fazer sushi de tão grudado, os caras cozinharam a ponto de estourar os grãos. Um horror! É um buffet livre (menos mal pra eles, porque poucos dariam lucro comendo por quilo, apesar de que o público deve se fazer de pessoas de paladar ordinário e novos clientes, dos quais, muitos não devem voltar), incluindo suco e sobremesa por R$ 12. Não vale a pena. Detesto sobrar comida no prato, mas não tive tolerância suficiente pra engolir aquela gororóba. Fui obrigado a desistir da sobremesa inclusa no pacote. Na minha vida, ficou comprovado, duvide de comida “alternativa” e vegetariana que custe muito pouco. Isso vai refletir em algum lugar, seja no preparo, nos ingredientes ou mesmo na limpeza. Vai por mim.
A Vila Manjerona fica na rua Jesuíno, 411, na Vila Olímpia. Não vá!