O melhor bolo de chocolate do mundo

Já tinha um tempo que eu ouvia comentários sobre o tal melhor bolo de chocolate do mundo. Pensei: “deve ser uma coisa de outro mundo. Não vejo a hora de provar!” Sábado, em busca de alguns acessórios pra uma amiga cross dresser que debutaria naquela noite para um fragmento da sociedade paulistana, me deparei com um quiosque do better cake, lá no shopping Paulista. Depois de brigar com minha amiga trava (ela estava ansiosa demais por causa da exposição pública daquela noite) , deixei ela e minha marida caminharem um pouco sozinhas pelo shopping e decidi me encher de chocolate e coca-cola naquele estabelecimento.

Havia uma ansiedade em torno de mim e fiquei entusiasmado quando me entregaram a bandeja com a fatia de bolo tradicional e a lata do xarope negro do capitalismo.

Oras bolas, que falácia! O bolo é gostoso, mas não tem nada demais, o que faz com que você se sinta um trocha enganado por uma “jogada de marketing” mentirosa. É impossível não sair frustrado, se tiver o mínimo repertório no universo dos chocolates e, nesse caso, não é preciso ter provado mais que uma nega maluca bem feita por sua mãe ou por alguma tia caprichosa. Primeiro lugar, pra se denominar o melhor bolo de chocolate do mundo, é necessário uma volta ao mundo com essa temática. Em segundo lugar, quanta pretensão, minha gente! É muita auto-felação.

No meu ponto de vista, é o tipo de produto que se faz em cima de uma farsa e de uma ideia malandra – no pior sentido da palavra – ao tentar tirar vantagem da curiosidade das pessoas (afinal, essa coisa dos recordes ainda mexe com a cabeça de todo mundo). Além disso, oferecem chás caríssimos que não valem os preços praticados. Em resumo, uma enganação. Se você tiver um aplicativo do dicionário Aurélio em seu celular ou tablet, é capaz de encontrar uma foto desse bolo como exemplo da palavra “falcatrua”.

Lugarzinho miserável

Se você se preocupa minimamente com o que consome e o quanto paga por isso, jamais pise no bar Monte Carlo, na Vila Olímpia.

Há dias atrás, fizemos um happy hour de comemoração do aniversário da Claudinha, amiga e ex cunhada. A ideia era sair em algum bar nos arredores, o que já representa um risco, pois o perfil da Vila Olímpia, no quesito entretenimento, não é dos melhores.

Andamos, andamos e depois de sermos barrados por preços absurdos, como uma casa de bolero (sim, você leu isso mesmo, bo-le-ro) que se atrevia cobrar R$ 25 só de entrada. Minha gente, queremos apenas beber algo. Era nítida a razão da casa ter apenas um casal no meio do vazio e uma hostess inflexível acompanhada de um segurança bem pouco simpático.

Depois de tanto andar, decidimos sentar no primeiro lugar que tivesse cadeiras livres na rua e um som minimamente aceitável em volume médio. Com essas premissas, chegamos na esquina da falácia. Pedimos cervejas e uma interessante proposta de brusqueta, de queijo brie e escarola. Na teoria, maravilha!

Depois de muita demora, eles tiveram a coragem de servir fatias de pães franceses com parmesão ralado de baixa qualidade e alguns verdinhos perdidos que mais pareciam talos de alface que sobraram do almoço ou do enfeite de alguma fritura que eles serviram em outra mesa.

Chamamos o garçom para reclamar e ele, numa postura falcatrua, tentou nos convencer de que a brusqueta era aquilo mesmo. Argumentamos que lá não havia queijo brie e que ele poderia checar com os próprios olhos que não havia escarola. Ele tentou dar uma de espertinho dizendo que a escarola tinha acabado e que o queijo parmesão havia se sobresaído na combinação com o brie. Pera lá! A receita descrita no cardápio não leva parmesão! Ele ficou totalmente sem graça e nós aproveitamos pra discutir um pouco sobre ética e respeito com ele. A situação ficou tão vergonhosa que nos ofereceram uma garrafa extra de Heineken, o que soou bastante miserável, visto que tomamos umas 20 garrafas e que o foco não era levar mais uma na faixa, mas sim, sermos respeitados com o mínimo de transparência e honestidade.

Começaram com o pé esquerdo com a ideia mal sucedida de tentar enganar o povo com uma farsa geográfica. França não é Itália. Pão francês na brusqueta não rola. Segundo, porque não tiveram a decência de avisar antecipadamente sobre a falta de ingredientes, esperando que essa “troca” passasse despercebida. Em alto e bom tom, digo que jamais voltarei lá.

Este é o site dos caras http://www.barmontecarlo.com.br/, o qual está fora do ar.

O Monte Carlo fica na esquina da Rua Jesuíno com a Atílio Inocenti. Jamais vá!

Sem comentários

Minha gente, esse assunto sempre foi uma perturbação na minha vida. Até que enfim, algum ser dotado de paciência e perseverança fotografou uma série de produtos e suas respectivas embalagens e fez esse comparativo maravilhoso em registro ao horror gastronômico configurado por essas potências do “bom gosto”. Olhem o excremento culinário e se identifiquem com a frustração de cada embalagem de comida industrializada que você já abriu na vida.






Miséria de paladar e photoshop enganando a boca do povo!