No Peru, comida é mais que comida

De maneira retardada, acabo de descobrir uma feira gastronômica interessantíssima que acontece em Lima, no Peru. Retardada porque a feira aconteceu em Setembro. Mesmo assim, é um assunto que vale a pena ser retratado aqui. A Mistura Apega (nome do evento), reúne uma série de manigestações em homenagem à mãe Terra – o que me parece ser mais do que uma boa razão para celebrar a vida. É um evento que propõe a relação entre diferenças sociais e culturais, numa confraternização regada à boa comida e música. São pequenos agricultores, produtores dos mais diversos tipos, cozinheiros, padeiros, doceiras, empresas que processam alimentos. E, pela natureza ter sido generosa com o Peru, seu povo busca maneiras admiráveis e respeitosas de levar essa gratidão ao ponto máximo.

Na última edição, chefs super respeitados foram convidados para ampliar a ideia de diversidade do festival. Nomes como Alex Atala, Ferrán Adriá e muitos outros nomes de peso. Vale a pena dar uma olhada no site e sentir a grandiosidade do considerado “maior evento gastronômico da América Latina”.

Feira das boas

Sou um romântico das feiras. Adoro o ritual de pegar as sacolas retornáveis e ir à luta dos ingredientes que são matéria-prima do semi empirismo que acontece na cozinha lá de casa. Claro, sempre com a companhia insubstituível da minha marida, a Vanessa, que se diverte tanto quanto eu com o alto astral e simplicidade dos feirantes.

Até duas semanas atrás, nossa rotina era ir para o Ceagesp a cada duas semanas. Numa dessas comprinhas pontuais que rolam pra manutenção da casa, a Vanessa se revoltou com os preços do Hortifruti da Hélio Pelegrino e acabou descobrindo uma feira imperdível numa travessa da Bandeira Paulista (sim, ela caminhou pra caralho). Ela acontece todas as terças, logo atrás do Kinoplex da Joaquim Floriano (dê uma olhadinha no Street View logo abaixo) e, na hora da chepa (começa lá pelo meio-dia), os preços ficam realmente incríveis. A feira é bem organizada e oferece uma variedade interessantíssima. Para aqueles que adoram vasculhar, é uma diversão e tanto. Encontramos bandejas de shitake fresco e aspargos por R$ 2. Quase inacreditável.

Vale a pena organizar a rotina e aproveitar o custo benefício da feira. Fica na rua Professor Tamandaré Toledo.

Nosso café da manhã?

Ontem, fomos ao Ceagesp e, como sempre, foi um momento incrível de felicidade, além da alegria daqueles trabalhadores, todas as cores e cheiros e sabores que essa terra maravilhosa nos dá de presente. Chegamos da feira e colocamos alguns assados no forno e preparamos mais alguns quitutes para um brunch de dar inveja a qualquer um. Depois, uma caminhada e exercícios no Parque do Povo e na volta a tentativa de se manter acordado. Tentativa falha. Depois de 12 horas de sono, acordamos num domingo ensolarado e tranquilo. Às 8h30 da manhã, preparamos um singelo café da manhã. Palmito assado na casca, tomates assados com louro, alho, especiarias e alho poró, abacate, folhas crocantes de alface americana e suco de manga. Montamos sanduíches maravilhosos e terminamos com uma suculenta sobremesa de morangos frescos com açúcar refinado. Adoro o sabor ácido e adocicado dos morangos e da calda vibrante que eles soltam.

Depois disso, um breve descanso e o bem-vindo treino de wing chun.

Será que Juma comia bem como nós?

Será que Juma comia bem como nós?