A compra mal sucedida do ano

Louro e flor de sal imersos em azeite extra virgem. Quem duvidaria dessa combinação? A partir de agora, você pode duvidar. Entusiasmado pela embalagem esguia e elegante e pelos ingredientes marinados no azeite, decidi me proporcionar uma pequena extravagância pagando R$ 37 por 750ml, no Pão de Açúcar (local onde venho sendo assaltado constantemente sem o uso de armas. Assaltado por eles, que fique claro.). Cheguei em casa louco para provar, agitei o vidro para que a flor de sal e o louro soltassem ainda mais seus sabores e derramei uma quantidade generosa em um prato, peguei um pedaço de pão, besuntei-o e enchi a boca.


Imediatamente meu sorriso se desmanchou e meu entusiasmo se derreteu como gelo no asfalto. O que parecia ser um elixir dos deuses se mostrou ser um ingrediente digno de fazer os deuses vomitarem (estou sendo exagerado, mas quem não seria depois de ter pago esse absurdo por um azeite de merda?). 


Não sei se peguei uma safra ruim, se meu paladar não bateu com o produto, mas me senti enganado por esse azeite pretencioso e ordinário. Acabamos usando-o para tostar legumes na panela e voltamos ao mercado na mesma semana para ter o socorro de algum bom e velho azeite guerreiro.

Aos que provaram o azeite Azal Temperamento e gostaram, me permitam duvidar de seu paladar. Aos que não gostaram, sintam-se acolhidos por mim. Aos que não provaram, não comprem. E tenho dito!

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Comida de merda

Saí da academia lá pelas 13h15, tomei um banho de chuva e decidi comer num lugar mais rápido e com menos executivos. Tinha uma reunião às 14h30 e tudo que eu precisava era de um pouco de praticidade e menos desconforto por estar todo molhado da chuva. Nessa, acabei apostando no restaurante vegetariano Vila Manjerona, que eu já havia ido umas duas vezes. Minha gente, não sei se foi um dia ruim ou se o cozinheiro foi substituído por qualquer outra pessoa que tenho medo até de imaginar. 

Uma comida chocha, com pouca variedade e com ingredientes de qualidade duvidosa: brócolis murchos e sem cor cozidos no vapor com cenouras do mesmo naipe, carregados de temperos desidratados. Um mau gosto, gente amiga, que assustou. A potreína de soja era uma esponja insôsa de dar dó, uma moranga cheia de uma gosma amarelada que parecia creme de milho com depaços de coisas indecifráveis no meio, não tive coragem de provar. De resto, saladas com folhas horríveis, cebolas cobertas de tomilho desidratado, ruim só de ver, sopa de feijão ralinha, sem sabor, o arroz integral dava pra fazer sushi de tão grudado, os caras cozinharam a ponto de estourar os grãos. Um horror! É um buffet livre (menos mal pra eles, porque poucos dariam lucro comendo por quilo, apesar de que o público deve se fazer de pessoas de paladar ordinário e novos clientes, dos quais, muitos não devem voltar), incluindo suco e sobremesa por R$ 12. Não vale a pena. Detesto sobrar comida no prato, mas não tive tolerância suficiente pra engolir aquela gororóba. Fui obrigado a desistir da sobremesa inclusa no pacote. Na minha vida, ficou comprovado, duvide de comida “alternativa” e vegetariana que custe muito pouco. Isso vai refletir em algum lugar, seja no preparo, nos ingredientes ou mesmo na limpeza. Vai por mim.
A Vila Manjerona fica na rua Jesuíno, 411, na Vila Olímpia. Não vá!