Viva, a porcaria.

Estou com a casa cheia de amigos. Muita risada, papo bom, ponta-pés na bunda da saudade… A comida acaba sendo um evento também. Nos almoços, nos reunimos em restaurantes pra otimizar a vida de quem trabalha. No jantar, acabamos cozinhando ou buscando alguma coisa pra rechear nossas noites. Sempre é bom. Numa dessas aventuras de encontrar um lugar pra comer, acabamos indo até o shopping Vila Olímpia, que tem uma praça de alimentação mais agradável e oferece algumas opções. Devido a horrorosa quantidade de gente, acabamos pegando nossas refeições o mais perto possível da mesa que conseguimos em um canto da praça. O Rike, o Ricar e eu optamos pelo Viva (sem sucesso) e a Tati encarou sozinha o Gendai (com sucesso). Assista o vídeo abaixo e entenda o que vem a ser propaganda enganosa e falta de senso do ridículo.

Viva foi a pior experiência gastronômica do ano. Sorte deles que o ano recém começou. Dá pra melhorar o ranking fácil, porque tudo lá é ruim. Também seria de bom tom manter a mínima coerência entre o que se promete e o que se entrega. De bom tom, não.  É o mínimo.

Novinho e dando certo

Morar e trabalhar na Vila Olímpia se torna um desafio, depois de certo tempo, principalmente, no que diz respeito a comer. Pra sobreviver a um cenário lotado de executivos e pessoas super ocupadas que, num geral, acreditam que seu tempo é mais importante que o de qualquer outro ser, você precisa desenvolver algumas técnicas, como almoçar antes de todo mundo ou depois que o frenesi já passou, além disso, começa a fazer um mapeamento de novas possibilidades de lugares pra almoçar. É muito fácil encher o saco dos restaurantes de sempre.

Uma descoberta interessante foi o Citrino, um bistrô da rua Jesuíno que tem se mostrado interessado em ser diferente no meio de tantos buffets. Um espaço pequeno e simpático, com um teto retrátil (que faz toda a diferença em dias bonitos!) e cheio de pessoas com vontade de fazer a coisa funcionar. Atendentes prestativos e um chef tentando sair do óbvio. Maurício Azevedo comanda a cozinha do bistrô e preparou dois pratos que ganharam minha atenção: talharim de massa verde com camarões, tomates cereja ao molho de creme e o terrine de salmão servido frio com folhas verdes, tomate cereja, mussarela de búfala e um molho à base de shoyo e ostra. Simples, leves e saborosos.
Torço pela inquietação da equipe e pra que não percam sua essência. Tenho certeza que se focarem no fazer bem, vocês vão longe.
Citrino serve a la carte e fica na rua Ministro Jesuíno Cardoso, 556. Vá cedo ou lá pelas 14h. Vai evitar atrolho.

Terrine é um jeito diferente de comer salmão. Vale a pena provar!



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Cordeiro espetacular

Sábado foi um dia cinza, daqueles cheios de trabalho, pouca comida em casa e vontade nenhuma de fazer o que tem que ser feito. Definitivamente, um dia que você não contaria para os seus netos, se não fosse o almoço que decidi me dar de presente na tentativa de dar outra cor nesse dia desaturado.

Peguei uma revista, um caderno, uma bic velha e escolhi a melhor mesa do Empório Ravioli. Tudo para tentar agilizar o trabalho com alguma dignidade, já que se tratava de um final de semana em que a economia seguia com as garras cravadas na minha jugular. Depois de divagar em cima do cardápio com um dos bons e velhos garçons de lá, optei pelo Agnello Toscana, um cordeiro marinado no vinho branco, alecrim e especiarias, assado e servido com fettuccine no próprio molho do cordeiro e cebolas assadas. Quase pedi um punhado de milhos pra me ajoelhar enquanto comia, de tão bom. Super saboroso sem ser agressivo e pesado. A surpresa foi tão boa que pedi uma taça de vinho Santa Julia, um belo de um Malbec que, mesmo novo (2006), não deixou nada a desejar.
Não estou falando de um prato barato nem de uma refeição que se faz todo dia. Gastei R$ 93,00 no almoço, com suco de laranja, água, vinho e café, e valeu cada centavo. O ambiente é pra lá de agradável, os pratos super bem preparados e uma equipe que te atende bem e não enche o saco. Senhores que encaram ser garçom como uma profissão escolhida a dedo e isso é de se aplaudir em dias onde tem muitas empresas que decidem não investir no capital humano e gente que encara essa profissão como um bico até encontrar outra oportunidade.
Resumindo, o lugar é aconchegante, a comida é bem preparada e o pessoal manda muito bem nos serviços. Experimentem, pois vale a pena.
O Empório Ravioli fica na Fidêncio Ramos esquina com a Ramos Batista, na Vila Olímpia, e é coordenado pelo chef Roberto Ravioli. Vai, vai, vai.

Tantra nos 30 de Lala

Na quinta, a Lala fez 30 anos. Uma idade simbólica que precisa de alguma apoteóse na comemoração. Estávamos num brainstorm maluco tentando parir uma festa digna para o fechamento das três décadas da dita cuja. Pensamos, pensamos, e depois de fazer uma puta logística de quem faz o som, quem ilumina, quem pinta e quem borda, ela decidiu não se encher o saco com o pós-festa (que é um dos grandes pesadelos de quem decide fazer uma festa de aniversário em casa) e resumiu tudo num jantar no Tantra, um restaurante “mongol” na rua Chilon da Vila Olímpia.

A proposta é bem interessante, tem uma mesa com vários ingredientes onde você cria seus pratos ou segue receitas dispostas na parede à sua frente. Você monta sua combuca e tudo é tostado numa chapa enorme no meio do restaurante. É uma quantidade de ingredientes que permite viajar por diferentes lugares na mesma refeição.
Eu preparei um cordeiro com hortelã e mais uma cacetada de legumes, temperos e afins, pra fazer o abre alas da orgia gastronômica. Encerrei com os dois pés enfiados numa jaca de tubarão e frutos do mar, regados à cogumelos frescos, caldo de ostras e um exagero de condimentos (alguns capazes de te dar algum barato). Foi bom de comer e de interagir com todas as pessoas queridas que estavam lá comemorando a virada da Lala. Amigos, parentes e desconhecidos interessantes.
O restaurante é legal, tem uma decoração aconchegante, cheio de pequenos detalhes bacanas e uma torneira de dar dó no banheiro, pra cagar com todo o trabalho que tiveram com o resto do lugar. É sério, gente, eu gostei muito de lá, mas não consegui perdoar a torneira de bambú que eles improvisaram ao lado de um registro daqueles que você só instala na lavanderia ou nos fundos de casa. Que mau gosto! Se não dá pra inovar pagando, pelo menos, se certifica que a invenção vai funcionar. Ou tenha um plano B pra consertar. É o mínimo. Não rolou, pessoal do Tantra… não rolou!
De qualquer forma, é um lugar pra se conferir e colocar seu lado “chef” pra funcionar. Não vai causar uma revolução na tua vida, mas vai garantir diversão entre pessoas que se amam e amam se descobrir.
Experimenta e conta aqui depois.

Buffetzinho honesto na Vila Olímpia

Fui almoçar com a Bartira, que me apresentou um buffet bem do honesto. Tem uma mesa resumida de saladas criativas – como abobrinha tostada, mix de folhas, salada de lentilha, beringela assada com queijo e ervas finas – e pratos quentes – purê de batatas, espaguete de tomates frescos e manjericão, postas de salmão com limão e alcaparras, o bom e velho feijão e arroz e por aí vai. Só pra vocês terem idéia.

Fica na faixa dos R$ 20 pra comer até estourar, incluindo sobremesa (bolo de cenoura com chocolate, gelatina e frutas. Eu optei pela tortinha de limão paga acompanhada por um café, também pago separadamente.).
O ambiente é agradável com mesas de madeira rústica e um clima intimista. O atendimento é rápido e não causa nenhum tipo de desconforto. Sauer Bistrô é um lugar pequeno na rua Júlio Diniz, 18, quase esquina com a Gomes de Carvalho. É uma boa opção pra quem trabalha nos arredores.